

O aguardado album de Herbert, que era pra ter sido lançado em 2010.DELEITEM-SE!
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Resenha feita pelo meu amigo Caio do Chambre Noir
"Matthew Herbert é múltiplo e inclassificável.
Ele é Herbert, Doctor Rockit, Radio Boy, Mr. Vertigo, Transformer, and Wishmountain. Cada faceta é única, inconfundível. É pioneiro, visionário e realista. Sua multipersonalidade é evidente pelos trabalhos realizados com Björk, Moloko, R.E.M., Serge Gainsbourg, Róisín Murphy (Moloko), participou da trilhas sonoras para Kristian Levring (uma das figuras mais proeminentes do movimento Dogma 95 de cinema: que conta com nomes como Lars Von Trier, Thomas Vintenberg, entre outros) junto com Harry Gregson-Williams escreveu a trilha sonora para o documentário Life in a Day do Youtube, entre outros projetos que estão enraizados na cultura alternativa do nosso tempo.
No início do ano de 2009 colocou no ar um blog intitulado “This is a Pig” onde prometia acompanhar (e gravar) a vida de um porco, desde seu nascimento até sua morte. Entre diversas controvérsias com protetores de animais que impediam o lançamento do álbum no dia 10 de fevereiro de 2010 ele coloca em seu blog:
“One ending
The pig is now dead”
Muito se fala sobre este lançamento e desde o dia 12 de outubro está disponível audição em http://www.matthewherbert.com/.
Inevitavelmente críticas serão feitas ao formato e à sonoridade deste álbum experimental e vivo. Mas a capacidade criativa do gênio fica evidente quando percebemos o álbum como um todo, não como músicas independentes que deixamos o “shuffle” fazer o trabalho. As notas crescentes da música “October” deixam claro o surgimento da vida em si e já “December” é um groove Industrial que obviamente antecede o abate. Aliás o abate ele não pode nem presenciar e nem mesmo gravar.
Outro dado curioso é que na bateria a exemplo, foi utilizado pele de porco, nos instrumentos de sopro foi utilizado sangue suíno (vide “February”). E foi também criado um novo instrumento a base de sangue (também do porco escolhido por ele).
Controvérsias a parte, toda a obra de Matthew Herbert (seja lá como ele prefere ser chamado) é genial, inovadora e nos faz refletir os aspectos e a musicalidade da vida contemporânea."
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